A exposição em excesso ao calor pode ser considerada como uma condição de trabalho insalubre em muitas empresas e indústrias. Afinal, pode prejudicar o bem-estar e a saúde dos trabalhadores. Por esse motivo, é importante ficar atento.
O anexo 3 da NR 15 (norma reguladora), por exemplo, determina que o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo, conhecido pela sigla IBUTG, seja utilizado para medir os níveis de calor e temperatura no ambiente industrial.
Mas, embora a temperatura no ambiente de trabalho seja um fator que impacta diretamente na saúde e na produtividade dos colaboradores, o cálculo desse índice gera muitas dúvidas. Neste artigo explicaremos um pouco mais sobre as consequências do calor e sobre como fazer o cálculo do IBUTG sem sofrimento, Veja também: Equipamentos para Conforto Térmico!
Depois do cálculo
IBUTG acima do limite: as três rotas de engenharia para baixar o índice
O IBUTG soma bulbo úmido natural, temperatura de globo e — a céu aberto — bulbo seco. Baixar o índice significa atacar uma dessas parcelas: tirar o ar quente que fica preso sob a cobertura, insuflar ar mais frio sobre o posto de trabalho ou captar o calor antes que ele se espalhe. Abaixo, o que cada rota faz e a faixa de equipamento correspondente.
| Rota | Efeito no índice | Linha / faixa |
|---|---|---|
| Ventilação geral diluidora (exaustão de telhado) | Remove o colchão de ar quente sob a cobertura e reduz a temperatura de globo | ET35 a ET103-W — 3.500 a 42.000 m³/h por unidade (Ø 350 a 1.000 mm) |
| Insuflamento com resfriamento evaporativo | Entrega ar tratado sobre o posto, até 12 °C abaixo da temperatura externa, sem gás refrigerante | Condicionador adiabático e insuflador axial de telhado |
| Captação na fonte (exaustão localizada) | Retira o calor e os gases do forno, estufa ou banho antes de chegarem ao operador | Coifas e braços articulados + exaustor centrífugo (alta pressão estática) |
No celular, arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.
- Cobertura metálica sem lanternim e bolsão de ar quente acima de 50 °C junto ao teto
- Posto fixo próximo a fonte de calor radiante (forno, estufa, injetora, solda)
- Laudo de IBUTG acima do limite de tolerância do Anexo 3 da NR-15 para a taxa metabólica medida
Antes de pedir orçamento, tenha em mãos: área e pé-direito do galpão, tipo de cobertura, número de postos afetados, fontes de calor presentes e a leitura de IBUTG já realizada.
Quais os efeitos da exposição ao calor para os trabalhadores?
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Quando o calor produzido (esforço físico) ou recebido (através de fontes externas de calor) pelo organismo é maior que aquele dissipado pelo corpo, a temperatura interna aumenta, causando um quadro de hipertermia (aumento da temperatura corporal interna).
Para se adaptar a essa temperatura elevada, ocorrem diferentes reações, como dilatação dos vasos sanguíneos e suor em excesso. Quando isso não é suficiente, as consequências para o organismo podem ser mais graves. Basicamente, as mais comuns são:
- edemas;
- exaustão;
- prostração;
- cãimbras;
- desmaios;
- choque térmico/hipertermia;
- danos nas glândulas sudoríparas.
Dessa forma, caso o trabalhador seja submetido a condições de trabalho nas quais as temperaturas sejam superiores aos limites de tolerância em estado intermitente de trabalho, deve ter direito a períodos de descanso que não serão descontados.
É aqui que entra a importância do IBUTG, que é o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo, utilizado para avaliar a exposição ocupacional ao calor, considerando a temperatura, a velocidade, a umidade do ar e o calor radiante.