A vazão de diluição erra nos dois sentidos: abaixo do mínimo, a concentração permanece acima do limite de exposição e pode se aproximar do LEL; acima, cresce o consumo de energia e o volume de ar a repor, sem ganho proporcional de segurança. Por isso a vazão sai da taxa de geração de vapor, e não da área do galpão.
Diluição de ar é a técnica de manter a concentração de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) e vapores de solvente abaixo do limite de exposição ocupacional, por meio de renovação contínua do ar do ambiente. É indicada quando a captação localizada na fonte é inviável — por exemplo, em cabines de pintura, áreas de cura, envase em larga escala ou misturadores abertos.
Diferente da exaustão pontual, a diluição trabalha o ambiente como um todo: insufla ar limpo de um lado, exaure de outro, criando um fluxo cruzado que mantém a concentração dos vapores em níveis seguros. O dimensionamento correto é crítico — abaixo do mínimo, exposição ocupacional excessiva e risco de atmosfera explosiva; acima, gasto energético e perda de tinta/produto.
Quando você precisa de diluição de ar?
A diluição de ar é a solução quando o processo gera vapores em área extensa ou quando a captação localizada não é viável tecnicamente. Sintomas claros:
- Cheiro forte de tinta, solvente ou cola em qualquer ponto do galpão durante a operação.
- Exposição ocupacional acima do LEO apontada em laudo técnico (PGR ou LTCAT).
- Cabines de pintura sem renovação dimensionada — risco de atmosfera explosiva (NR-20) e baixa qualidade do acabamento.
- Áreas classificadas Zona 1 ou 2 com presença esporádica ou contínua de gás/vapor inflamável.
- Auditor fiscal exigiu adequação à NR-15 anexo 11 (agentes químicos) ou anexo 13 (atividades insalubres).
- Trabalhadores com sintomas de exposição crônica: cefaleia, irritação respiratória, dermatite.
Como funciona a diluição de ar
Um sistema de diluição bem projetado tem 4 elementos balanceados. Cada um contribui para manter o LEO em nível seguro e o consumo energético sob controle.
1. Insuflamento de ar limpo
Insufladores filtrados injetam ar externo na área. O insuflador axial de telhado é a solução mais comum em galpões. Em cabines de pintura, a entrada vem de plenum com filtro de ar para garantir que o ambiente esteja limpo de poeira antes da pintura.
2. Exaustão à prova de explosão
Quando o ambiente é classificado, todos os equipamentos elétricos e o motor do exaustor precisam ser certificados. O exaustor à prova de explosão e o exaustor centrífugo à prova de explosão seguem a NBR IEC 60079.
3. Cabine de pintura com fluxo descendente ou cruzado
A cabine de pintura industrial é o caso mais sensível. Fluxo descendente é o padrão automotivo (ar entra pelo teto, sai pelo piso); fluxo cruzado é mais econômico. Em ambos, a velocidade do ar na zona de trabalho é definida no projeto, conforme o tipo de cabine, o processo e a referência técnica adotada.
4. Cálculo da vazão
A vazão sai do balanço do contaminante: taxa de geração do vapor, concentração admissível, mistura do ar no ambiente e posição de entrada e saída. Trocas por hora são o resultado desse cálculo, e não o ponto de partida — o mesmo galpão muda de vazão quando muda o solvente ou o consumo por turno.
Setores onde a diluição é indispensável
Ventilação diluidora em operação
O vídeo mostra a ventilação diluidora renovando o ar do ambiente para manter a concentração de vapor abaixo do limite.
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Artigos técnicos
Atenção à classificação da área
Áreas com solventes inflamáveis (tinner, tolueno, xileno, acetona, MEK) costumam ser classificadas como Zona 1 ou Zona 2. Isso obriga uso de motores e exaustores certificados — instalar equipamento comum nesses ambientes é fator de embargo da operação e infração à NR-20 e NR-10.
A Brasfaiber fornece exaustores axiais e centrífugos à prova de explosão com certificação INMETRO e Ex-Tag emitidos por OCP acreditado.
Antes de pedir a proposta
O que precisamos de você. Quatro informações resolvem a maior parte dos casos:
- Qual solvente é usado e o consumo por turno.
- Se a área é classificada e em qual zona.
- Dimensões do ambiente e taxa de renovação exigida.
- Se há fonte de ignição ou equipamento elétrico no ambiente.
O que a proposta traz de volta. Dimensional e peso do equipamento — o dado que você precisa para conferir se cabe no vão e para cotar o transporte. Curva característica com o ponto de operação marcado. Padrão elétrico: motor trifásico em 220/380/440 V, grau de proteção IP55 e polaridade conforme a seleção, com opções em outras configurações quando o ambiente exigir. E o memorial descritivo do que foi especificado.
O que a Brasfaiber fornece nesta aplicação
Fornecemos o sistema de diluição e exaustão em versão à prova de explosão, dimensionado para o limite inferior de explosividade do solvente. Dutos, acessórios e a filtragem entram quando fazem parte do escopo do projeto, e a proposta sai com o dimensionamento e o memorial descritivo do que foi especificado.
Não fornecemos a classificação da área nem o projeto elétrico da planta — o equipamento é fornecido com a documentação da sua certificação.
A responsabilidade técnica pela conformidade do sistema em operação e a emissão de laudo são do responsável técnico da planta — o equipamento contribui para o atendimento da norma, mas não substitui essa avaliação.
Para ampliar ou recuperar um sistema já instalado de outro fabricante, atendemos mediante avaliação técnica prévia.
Sua planta tem cabine de pintura ou área com solventes?
Descreva o seu desafio — nossa engenharia analisa o ambiente, faz o dimensionamento e recomenda a solução mais eficiente, sem compromisso.