O equipamento é definido pelo resíduo, não pelo tanque. Vapor residual de combustível ou solvente coloca a operação sob a NR-20, e a versão à prova de explosão passa a ser obrigatória mesmo com o tanque vazio. Vapor ácido, pelo mesmo raciocínio, define carcaça em PRFV antes de qualquer cálculo de vazão.
Quando um tanque industrial precisa de exaustão forçada?
Tanques de combustível, vasos químicos, reatores e carretas tanque acumulam vapores residuais que precisam ser removidos antes de qualquer entrada humana ou trabalho a quente. A exaustão forçada é exigida em três cenários: descontaminação (limpar o vapor antes da manutenção), carregamento/descarregamento (deslocar o vapor que sobe enquanto o líquido entra), e operação contínua (tanques com vapor de processo, como resfriamento ou mistura).
A norma chave é a NR-33 (espaço confinado): qualquer entrada em tanque com volume ≥ 5 m³ ou boca de visita restrita exige permissão de entrada e ventilação prévia. Para tanques de combustível ou solvente, soma-se a NR-20 (líquidos inflamáveis) — exaustor obrigatoriamente à prova de explosão (Ex). Para vapores ácidos, carcaça em PRFV.
O que muda conforme o caso
Cada situação abaixo pede uma configuração diferente, e por um motivo diferente:
- Descontaminação de tanque de combustível — postos, refinarias, terminais. Tanques de 5.000 / 10.000 / 30.000 L com vapor de etanol/gasolina. Exige versão Ex.
- Carretas tanque (26 a 37 m³) com bocas de 450–500 mm. Manutenção interna de tanques rodoviários e ferroviários (vagões de até 150.000 L).
- Plataforma de carregamento de caminhão tanque — exaustão por captação local sobre o ponto de descarga, evita acúmulo de vapor inflamável.
- Tanque de mistura / reator químico — vapor de processo, normalmente corrosivo, requer carcaça PRFV e lavador na descarga.
- Tanque resfriador de leite e similares (laticínio, alimentos) — vapor de produto quente caindo no tanque.
- Tanque retangular pequeno (0,8 m³ a 5 m³) com bocas de 450 mm — manutenção pontual por equipe terceira.
- Vasos de pressão e silos atmosféricos com fertilizante, defensivo, asfalto, betume.
Equipamentos que compõem o sistema
A indicação muda conforme volume, tipo de fluido residual e quanto tempo a operação dura:
1. Linha EEC e EECA (descontaminação portátil)
Para entrada em tanques sob NR-33: o exaustor EEC-180 ou EEC-300 centrífugo, ou o EECA38 axial portátil. Mangueira flexível na sucção e descarga. Versão EXP obrigatória para combustíveis. Veja a linha de exaustores para espaço confinado.
2. Linha Ex (combustíveis e inflamáveis)
Para tanques de gasolina, etanol, diesel, biodiesel, solvente: motor WEG W21Xdb com proteção para gases e vapores (Ex db), certificado CEPEL/INMETRO, hélice antifaísca em alumínio. A marcação Ex, o grupo e a classe de temperatura são definidos conforme a classificação da área. Linha axial e centrífuga em todas as bitolas. Conheça os exaustores axiais e centrífugos à prova de explosão.
3. Centrífugo industrial (operação contínua)
Para tanques com vapor de processo permanente (resfriamento, mistura, carregamento): exaustor centrífugo industrial estacionário, conectado a duto fixo, opera 24/7. Veja o Exaustor Centrífugo Industrial.
4. Lavador de gases (descarga tratada)
Quando o vapor exaurido é tóxico ou odorante (amônia, H₂S, COVs), antes de jogar para fora é preciso lavar/neutralizar. Conheça o Lavador de Gases.
Como dimensionar a vazão
A vazão depende do tipo de operação:
- Descontaminação pontual (entrada NR-33): vazão dimensionada por trocas de ar/hora conforme o tipo de contaminante e a duração da operação. Para vapor inflamável residual, vazão maior.
- Carregamento de líquido em tanque: vazão de exaustão proporcional à vazão de enchimento.
- Operação contínua de processo: cálculo por carga térmica ou concentração de vapor — depende do líquido (consultar nossa engenharia).
- Comprimento da mangueira/duto: dutos longos e com múltiplas curvas aumentam a perda de carga e podem exigir o modelo de maior vazão.
Exaustor portátil para o interior do tanque
O vídeo mostra o exaustor axial portátil usado para ventilar o interior de espaços confinados durante a intervenção.
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Artigos técnicos
Tanque para água potável e tanques de processo de alimentos
A Brasfaiber não certifica equipamentos para contato direto com água potável (NSF) — para esses casos, fornecemos o exaustor mas o cliente é responsável pelo isolamento sanitário do duto. Para tanques de processo alimentício (laticínio, cervejaria, frigorífico) atendemos sem restrição na exaustão externa.
Antes de pedir a proposta
O que precisamos de você. Quatro informações resolvem a maior parte dos casos:
- O que o tanque ou vaso contém e o produto anterior, se for troca.
- Dimensões internas e quantidade e posição das aberturas.
- Se a atmosfera é ou pode se tornar explosiva.
- Se a operação é de limpeza, inspeção ou entrada de pessoas.
O que a Brasfaiber fornece nesta aplicação
Fornecemos o equipamento de ventilação e exaustão para a operação em tanque e vaso, incluindo versão à prova de explosão. Dutos, acessórios e a filtragem entram quando fazem parte do escopo do projeto.
Não executamos limpeza, desgaseificação ou serviço de entrada em tanque — fornecemos o equipamento que a operação exige.
A responsabilidade técnica pela conformidade do sistema em operação e a emissão de laudo são do responsável técnico da planta — o equipamento contribui para o atendimento da norma, mas não substitui essa avaliação.
Para ampliar ou recuperar um sistema já instalado de outro fabricante, atendemos mediante avaliação técnica prévia.
Vai fazer manutenção em um tanque ou montar uma plataforma de carregamento?
Mande o volume do tanque, tipo de fluido residual e duração da operação — nossa engenharia indica o modelo (linha EEC, Ex ou centrífugo industrial) e calcula a vazão necessária.
Todos os equipamentos Brasfaiber são fabricados sob medida — dimensões, materiais e configuração variam conforme o projeto.