Se você chegou aqui porque o exaustor faz barulho demais e já virou reclamação — é disso que esta página trata. O nome técnico está no título; o problema é esse.
O controle de ruído em sistemas de exaustão começa na especificação do equipamento, não no acessório. Um exaustor barulhento quase sempre é um exaustor girando rápido demais para a vazão que precisa entregar — e trocar rotação por diâmetro resolve mais, e mais barato, do que qualquer tratamento aplicado depois. A Brasfaiber fabrica exaustores sob medida desde 1985, o que permite escolher o ponto de operação antes de o equipamento existir.
Ruído de exaustor tem dois destinatários, com critérios diferentes:
- O operador (NR-15, Anexo 1): limite de tolerância de 85 dB(A) para 8 horas de exposição diária, com redução do tempo permitido a cada acréscimo de nível.
- A vizinhança (ABNT NBR 10151): o nível medido na divisa é comparado ao ruído de fundo e ao limite da zona de uso, sempre mais restritivo no período noturno.
Por que o exaustor faz barulho
São quatro fontes distintas, e a solução muda conforme qual delas domina:
- Ruído aerodinâmico do rotor — gerado na passagem das pás. Cresce muito mais rápido que a vazão: pelas leis dos ventiladores, dobrar a rotação do mesmo rotor eleva o nível de potência sonora em cerca de 15 dB — quase o triplo da intensidade percebida — enquanto a vazão apenas dobra.
- Velocidade do ar no duto — curvas fechadas, reduções bruscas, registros e bocas de captação geram ruído por turbulência. Em sistema de pó a velocidade tem um mínimo de transporte, mas a geometria ainda pode ser corrigida.
- Vibração mecânica — rotor desbalanceado, folga em mancal, base sem isolador ou duto rígido acoplado direto no equipamento transmitem vibração para a estrutura, que passa a irradiar som. É a causa mais comum quando o ruído apareceu depois de uma manutenção.
- Motor e transmissão — ventilação do próprio motor e, em conjuntos por correia, o acoplamento.
Casos típicos: o que recebemos toda semana
Pedidos reais que chegam pelo WhatsApp e direcionam o nosso projeto:
- A CIPA ou o laudo apontou o exaustor como fonte de exposição — o setor precisa cair abaixo do limite sem perder vazão.
- Vizinhança residencial reclamando — planta encaixada entre prédios, operação noturna, descarga voltada para a divisa.
- Posto de acabamento e lixamento — a captação é obrigatória por causa do pó, mas o conjunto não pode estourar o limite do posto de trabalho.
- Ruído que apareceu depois da manutenção — rotor rebalanceado fora de norma, pá substituída, mancal com folga.
- Descarga em chaminé jogando ruído para fora do galpão, direto na área externa.
Onde o ruído se resolve
Em ordem de eficácia e de custo — a primeira linha é sempre a melhor:
1. Na especificação: rotor maior, rotação menor
A saída mais eficiente. Um rotor de diâmetro maior entrega a mesma vazão girando mais devagar — e é a rotação que manda no ruído. No conjunto por correia, a relação de polias permite ajustar a rotação de trabalho sem trocar o motor. Conheça o Exaustor de Transmissão.
2. Atenuador de ruído na admissão ou na descarga
Atenuador dissipativo acoplado ao equipamento, dimensionado pela curva do exaustor e pela atenuação necessária em cada banda de frequência. Instalado na descarga, ataca o ruído que vai para a vizinhança; na admissão, o que volta para o galpão. Veja o Atenuador de Ruído.
3. Traçado e velocidade do duto
Curvas de raio longo, transições suaves e velocidade compatível com o material transportado reduzem o ruído regenerado ao longo da rede. Conexão flexível entre o duto e o equipamento corta o caminho da vibração. Veja as Tubulações.
4. O equipamento certo para o ponto de operação
Exaustor operando longe do seu ponto de melhor rendimento é ruidoso por definição: sobra energia que vira turbulência. Quando o sistema mudou de perda de carga, o caminho é reavaliar o conjunto. Conheça o Exaustor Centrífugo Industrial.
O que medir antes de pedir solução
Sem esses dados, qualquer proposta de redução de ruído é chute. É útil chegar com:
- Nível medido em dB(A) e onde foi medido — posto do operador, a 1,5 m do equipamento ou na divisa do terreno são situações diferentes.
- Ruído de fundo, com o exaustor desligado. A NBR 10151 avalia a diferença, não o valor absoluto.
- Período — o critério noturno é o mais restritivo, e é quase sempre ele que gera a reclamação.
- Quanto precisa cair. Reduzir 3, 6 ou 10 dB são projetos de portes completamente diferentes.
- Dados do equipamento — modelo, vazão, pressão estática e rotação de trabalho.
- Espectro por banda de oitava, quando existir: define o tipo e o comprimento do atenuador.
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Artigos técnicos
O que a Brasfaiber faz — e o que não faz — em ruído
Não realizamos medição acústica nem emitimos laudo de ruído — isso é atribuição do higienista ocupacional ou da consultoria de acústica. Trabalhamos a partir da medição que você já tem.
O atenuador é dimensionado para a curva do equipamento. Para exaustor de outro fabricante, avaliamos caso a caso antes de orçar — precisamos de vazão, pressão estática e rotação de trabalho para dizer se há solução compatível.
Não fornecemos tratamento acústico civil — enclausuramento em alvenaria, barreira e forro acústico são escopo de outra especialidade.
O que a proposta traz
O que a proposta traz de volta. Dimensional e peso do equipamento — o dado que você precisa para conferir se cabe no vão e para cotar o transporte. Curva característica com o ponto de operação marcado. Padrão elétrico: motor trifásico em 220/380/440 V, grau de proteção IP55 e polaridade conforme a seleção, com opções em outras configurações quando o ambiente exigir. E o memorial descritivo do que foi especificado.
Seu exaustor está acima do limite de ruído?
Mande o nível medido em dB(A), o ponto de medição e os dados do equipamento — nossa engenharia avalia se a solução está na especificação, no atenuador ou no traçado do duto.
Todos os equipamentos Brasfaiber são fabricados sob medida — dimensões, materiais e configuração variam conforme o projeto.