A perda de carga é a pressão que o ar consome para vencer os obstáculos do caminho: a entrada no captor, o atrito nas paredes do duto, cada curva, cada derivação e, principalmente, a resistência do elemento filtrante. É por isso que um exaustor pode ter vazão de sobra no catálogo e mesmo assim não puxar nada na fábrica — se a pressão estática dele não vence a perda de carga do sistema, a vazão real despenca.
Exaustor não se escolhe só por vazão. Vazão sem pressão estática suficiente é um número que não acontece.
Neste guia da Brasfaiber Industrial, fabricante de ventilação e exaustão industrial desde 1985, você entende de onde vem a perda de carga de um sistema de exaustão, por que o filtro é quase sempre o maior vilão, o que muda quando ele colmata e como ler o par vazão e pressão na hora de especificar.
Seu sistema não puxa o que deveria? Nossa engenharia levanta a perda de carga real e dimensiona o exaustor certo.
De Onde Vem a Perda de Carga
Em um sistema de captação com filtro, a pressão se gasta em quatro lugares:
- No captor: a entrada do ar na coifa ou no braço extrator já cobra um pedaço da pressão. Captor mal desenhado cobra caro.
- No duto: atrito com a parede ao longo de todo o trajeto. Cresce com o comprimento e, muito, com a velocidade do ar.
- Nos acidentes: curvas, reduções, derivações e registros. Uma curva fechada pode custar mais pressão que vários metros de duto reto.
- No elemento filtrante: normalmente o maior consumo do sistema — e o único que aumenta com o tempo, à medida que o pó forma a torta sobre o meio filtrante.