O pó de farinha e o pó de açúcar são combustíveis. Suspensos no ar em concentração suficiente e dentro de um espaço confinado, eles formam atmosfera explosiva — o mesmo fenômeno que se estuda em pó de alumínio ou de carvão. Não é um risco teórico nem raro: silos, elevadores de canecas, peneiras, ensacadeiras e linhas de envase de indústrias de alimentos são exatamente os lugares onde essa nuvem se forma todos os dias.
Farinha, açúcar, amido, leite em pó e ração: alimento no prato, combustível quando vira nuvem de pó.
Neste guia da Brasfaiber Industrial, fabricante de ventilação e exaustão industrial desde 1985, você entende por que o pó de alimento explode, onde estão os pontos críticos numa indústria alimentícia e como a captação na fonte reduz ao mesmo tempo o risco de explosão, a insalubridade e a contaminação do produto.
Sua linha gera pó de farinha, açúcar ou ração? Nossa engenharia projeta a captação na fonte com a construção adequada ao risco.
Por Que Alimento em Pó Explode
Um sólido em bloco queima devagar porque só a superfície externa entra em contato com o oxigênio. Quando esse mesmo sólido é moído em partículas finas e lançado no ar, a área de contato com o oxigênio cresce de forma brutal — e a combustão que levaria minutos acontece em frações de segundo.
Para o evento ocorrer, cinco condições precisam coincidir: combustível (o pó), oxigênio, fonte de ignição, dispersão em nuvem e confinamento. Sem confinamento não há explosão, mas a nuvem ainda queima como bola de fogo — o bastante para queimadura grave em quem estiver ao lado. A captação na fonte ataca a dispersão, o elo mais controlável dos cinco, e reduz o pó que se deposita. O que ela não faz é apagar o risco: o particulado captado passa a viajar concentrado dentro do duto e do coletor, e é ali que o sistema precisa da proteção descrita adiante.
O padrão mais destrutivo é o da explosão secundária: uma deflagração pequena levanta a camada de pó depositada em vigas, calhas e pisos, e essa nuvem alimenta uma segunda explosão muito maior. Pó acumulado no ambiente é combustível estocado.