Para indústrias da Bahia, a Brasfaiber projeta e fabrica o filtro de manga e também o filtro cartucho, na fábrica de Itaquaquecetuba (SP). A primeira decisão é justamente essa: qual dos dois cabe no seu processo.
Manga ou cartucho: a escolha pela vazão e pela temperatura
Os dois retêm pó seco fino, a partir de 0,5 μm, e se limpam com ar comprimido. O que muda é o porte e o limite térmico:
- Filtro cartucho: compacto, para volume de ar médio e temperatura até 80 °C. Cabe onde falta espaço, como ao lado de uma linha de envase ou de um posto de lixamento.
- Filtro de manga: para grandes volumes de ar e gases quentes, até 260 °C com manga de fibra de vidro. Ocupa mais espaço e é a rota usual em processos contínuos de grande porte.
Quando o pó vem com muita partícula grossa, um ciclone antes do filtro segura a fração pesada e prolonga a vida dos elementos filtrantes.
Quando nenhum dos dois serve
Poeira úmida ou pegajosa entope tanto a manga quanto o cartucho. Se o poluente for gás ou vapor, o filtro também não resolve: a rota é o lavador de gases, que trata o contaminante por contato com uma solução. Antes de escolher o filtro, vale confirmar o estado físico do que sai do processo.
INEMA e o limite de emissão na Bahia
No estado, o licenciamento da planta é do INEMA. Os limites federais vêm da CONAMA 382/2006, para fontes instaladas a partir de 2007, e da CONAMA 436/2011, para as anteriores, e o órgão estadual pode ser mais restritivo. O valor que dimensiona o filtro é o que consta na licença de operação. Licenciamento e amostragem na chaminé cabem ao operador da planta.
Projetos baianos
Em Utinga, fizemos uma cabine de pintura para uma indústria de construção, retirando os vapores do processo e melhorando o acabamento das peças metálicas: projeto de cabine de pintura. Em Simões Filho, o trabalho foi de climatização industrial para uma indústria de cerâmica. Os materiais de manga e o dimensionamento estão na página do filtro de manga industrial.