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Condicionante de Emissão Atmosférica na Licença de Operação

Lavador de Gases 02 de novembro de 2022 4 min de leitura
O Uso de Lavador de Gases É Obrigatório na Indústria? Saiba Mais
Categoria
Lavador de Gases
Data
02 nov 2022
Tempo de leitura
4 min

Quando a Licença de Operação chega com uma condicionante de emissão atmosférica, o que está escrito ali não é o nome de um equipamento: é um limite que a chaminé precisa respeitar, um prazo e uma frequência de comprovação. Cabe à indústria decidir como chegar lá.

Este texto explica o que a condicionante fixa, o que a legislação decide sobre emissão de fontes fixas, como o atendimento é comprovado e que tipo de sistema entra em cada caso.

O que é uma condicionante de emissão atmosférica

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A Licença de Operação é emitida com um conjunto de exigências que o empreendimento precisa cumprir durante toda a vigência da licença — as condicionantes. Quando o processo tem fonte fixa de emissão, parte delas trata do ar.

Uma condicionante de emissão atmosférica costuma definir:

  • O limite de emissão para cada poluente relevante daquele processo
  • A frequência de monitoramento da chaminé
  • O prazo para apresentar o resultado ao órgão ambiental
  • Em alguns casos, prazo para instalar ou adequar o sistema de controle

A condicionante descreve o resultado exigido, não o meio. Dois processos com o mesmo limite podem precisar de sistemas diferentes, porque o que muda é o poluente, a concentração de entrada e a vazão.

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O que a legislação decide sobre emissão de gases industriais

No Brasil, a legislação ambiental é clara sobre o tratamento de emissões atmosféricas industriais. Os principais marcos regulatórios são:

CONAMA 382/2006

A Resolução 382/2006 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas. Ou seja, toda forma sólida, líquida ou gasosa liberada por processos industriais deve ser tratada antes do descarte na atmosfera.

O órgão ambiental do seu estado

O limite que entra no dimensionamento vale pela fonte mais restritiva: a CONAMA 382/2006 é o piso federal, mas o órgão estadual pode ser mais duro. Na prática, o número que vale é o que consta na licença de operação da planta, e o atendimento se comprova por amostragem na chaminé, com o sistema instalado e operando.

Qualidade do ar ambiente é outro número

Não confundir com o limite de emissão na fonte: os padrões de qualidade do ar ambiente estão hoje na Resolução CONAMA nº 506/2024, que sucedeu a 491/2018 — esta, por sua vez, revogou a antiga CONAMA 003/1990, ainda muito citada por aí. Esses padrões valem para o ar da região, não para o que sai da sua chaminé.

Órgãos Fiscalizadores

O IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) e os órgãos estaduais de meio ambiente (como CETESB em SP, FEPAM no RS, INEA no RJ) são responsáveis pela fiscalização e aplicação de multas em caso de descumprimento.

O lavador é dimensionado a partir da concentração de entrada declarada e do limite que vale para aquela planta, não do modelo do equipamento. Veja como funciona o tratamento de gases por lavador.

A legislação obriga um equipamento específico?

Lavador de gases é obrigatório na indústria?

A legislação não obriga o uso de um equipamento específico — ela obriga o tratamento dos gases antes da emissão na atmosfera. Isso significa que toda indústria cujos processos geram gases, vapores ou partículas poluentes precisa de algum sistema de controle de emissões.

O lavador de gases é uma das soluções mais eficientes para esse fim, especialmente em indústrias que lidam com:

  • Gases corrosivos e tóxicos (indústria química e farmacêutica)
  • Vapores ácidos e alcalinos (metalúrgicas e galvanoplastias)
  • Odores industriais (indústria alimentícia e de ração animal)
  • Particulados finos (indústria de fertilizantes e cimento)
  • Compostos orgânicos voláteis — COVs (indústria de tintas e solventes)

Como o atendimento é comprovado

Ter o equipamento instalado não encerra a condicionante. O que o órgão ambiental avalia é a medição na chaminé, feita por laboratório, comparada ao limite que consta na licença.

O ciclo costuma ser assim:

  1. Amostragem em chaminé: coleta feita no duto, em condições de operação representativas do processo — não com a planta ociosa
  2. Laudo: o laboratório reporta a concentração medida por poluente, na unidade que a licença exige
  3. Relatório de automonitoramento: o resultado é protocolado no órgão ambiental na periodicidade fixada pela condicionante
  4. Comparação: se o medido ficar acima do limite, abre-se prazo de adequação — e é aí que entra dimensionamento ou reforma do sistema

Por isso a concentração de entrada importa tanto quanto o limite de saída: é a diferença entre as duas que define a eficiência de remoção que o sistema precisa entregar. Um equipamento subdimensionado passa na inspeção visual e reprova no laudo.

Quais os riscos de não cumprir a condicionante

Empresas que não possuem sistemas adequados de tratamento de gases correm riscos sérios em três frentes:

Riscos Legais e Financeiros

  • Multas do IBAMA que podem chegar a R$ 50 milhões, conforme o Decreto 6.514/2008
  • Embargo ou suspensão das atividades pela fiscalização ambiental
  • Responsabilidade criminal dos gestores (Lei de Crimes Ambientais — Lei 9.605/1998)
  • Dificuldade na obtenção ou renovação de licenças ambientais

Riscos à Saúde dos Trabalhadores

  • Exposição a gases tóxicos causa doenças respiratórias, dermatológicas e neurológicas
  • Descumprimento das NRs de segurança do trabalho (NR-15, NR-9)
  • Aumento de afastamentos e passivos trabalhistas

Riscos Ambientais

  • Poluição do ar e contaminação de áreas vizinhas
  • Chuva ácida em regiões próximas a indústrias emissoras
  • Danos à imagem da empresa perante comunidade e mercado

Que sistema entra em cada caso

A escolha do sistema de controle depende do que sai do processo:

  • Gases e vapores solúveis ou reativos (ácidos, alcalinos, amônia, odores) — o lavador de gases promove o contato entre o gás e uma solução de lavagem, neutralizando o contaminante por reação química
  • Material particulado seco — a captação costuma ir para filtro de manga ou coletor de pó
  • Correntes mistas — particulado seguido de gás exige mais de um estágio em série

O lavador é dimensionado a partir da concentração de entrada declarada e do limite que vale para aquela planta, nunca a partir do modelo do equipamento. Veja como funciona o tratamento de gases por lavador e o detalhamento de vazão, perda de carga e parâmetros de projeto.

Vídeo complementar ao artigo Condicionante de Emissão Atmosférica na Licença de Operação — Brasfaiber Industrial, ventilação e exaustão industrial.

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Fabricante de ventilação e exaustão industrial desde 1985 — mais de 40 anos de mercado, +5.000 projetos executados e fábrica própria em Itaquaquecetuba/SP, atendendo todo o Brasil. Exaustores, ventiladores, controle de poluição atmosférica e conforto térmico, em aço carbono e em PRFV.

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