Em Minas Gerais, quem procura filtro de manga muitas vezes também avalia o cartucho filtrante sob medida. Os dois retêm pó seco por barreira de tecido, com limpeza por ar comprimido, mas servem a portes diferentes. A Brasfaiber projeta e fabrica ambos em Itaquaquecetuba (SP) e envia para a planta do cliente.
Manga ou cartucho: a diferença na prática
- Volume de ar: manga para milhares de m³/h; cartucho para volumes médios, com grande área filtrante em pouco espaço.
- Temperatura: a manga vai até 260 °C com fibra de vidro; o cartucho trabalha até 80 °C.
- Espaço: o filtro de manga ocupa mais área; o cartucho é compacto.
- Poeira úmida ou pegajosa: nenhum dos dois é recomendado, porque ela colmata o elemento.
Sobre partícula seca e fina, ambos passam de 99,5% de eficiência. A Brasfaiber fornece cartuchos e mangas de reposição; para a manga, a medida do elemento existente é o ponto de partida.
Pó de mineração em Minas Gerais
No estado, executamos a ventilação e exaustão de uma planta de beneficiamento mineral em Araxá, com exaustores com filtro e controle de pó em ambiente agressivo. Britagem, moagem e peneiramento geram pó abrasivo, com muita partícula grossa. Nesses casos, um ciclone antes do filtro separa a fração pesada, protege as mangas e reduz a frequência de limpeza. Para pó mineral seco e frio, o poliéster, até 130 °C, costuma bastar.
Em fundição, a areia de moldagem e os fumos quentes pedem nomex ou fibra de vidro. Um exemplo de exaustão nesse setor é o projeto que fizemos em Belo Horizonte, para uma indústria de fundição.
FEAM, Sisema e a licença
A licença ambiental da planta, em Minas, passa pela FEAM, dentro do Sisema. O limite de emissão de material particulado parte da CONAMA 382/2006 (fontes a partir de 2007) ou da CONAMA 436/2011 (fontes mais antigas), e o órgão estadual pode exigir mais. É o número da licença de operação que entra no projeto; licenciar e medir na chaminé são atribuições de quem opera a planta.