Na fabricação de autopeças, o setor de solda de chassi concentra fumos metálicos, calor e gases gerados pela soldagem. Sem renovação de ar adequada, esses contaminantes se acumulam na zona de respiração dos soldadores e o calor fica retido sob a cobertura metálica.
Problema apresentado:
- Fumos metálicos de solda em suspensão — risco respiratório e exposição acima dos limites de tolerância
- Calor concentrado nas células de solda, agravado pelo efeito estufa da cobertura metálica
- Ausência de entradas de ar natural e barreiras físicas (células de solda) que impedem o fluxo de ar horizontal
- Conformidade com a NR-15 (fumos de solda) e a NR-17 (conforto térmico)
A indústria de autopeças opera com linhas de soldagem que liberam fumos metálicos e calor de forma contínua. Quando o galpão não dispõe de aberturas laterais suficientes e o layout é ocupado por células de solda, o ar contaminado e quente fica retido, criando bolsões estacionados que comprometem a saúde dos operadores e o conforto térmico do ambiente.
A ventilação diluidora pelo telhado — combinando exaustores de telhado e insufladores de telhado com caixa de distribuição — é a solução mais eficaz para esse tipo de aplicação, promovendo simultaneamente a extração do ar quente e dos fumos de solda pela cobertura e a insuflação de ar externo direcionado à zona de trabalho, de forma contínua e equilibrada.
Detalhes do cenário:
O setor de solda de chassi apresentava condições críticas de ventilação:
-
Área extensa e alta — 70 m de comprimento por 40 m de largura e 10 m de pé-direito, totalizando 28.000 m³ de volume de ar a renovar;
-
Deficiência de entradas de ar natural, impedindo a renovação espontânea do ambiente;
-
Muitas barreiras físicas — as células de solda bloqueiam o fluxo de ar horizontal, criando bolsões de ar contaminado e quente estacionados junto à cobertura;
-
Fumos de solda e calor concentrados na zona de respiração dos operadores, exigindo remoção vertical, pelo telhado;
-
Necessidade de conformidade com a NR-15 e a NR-17 quanto à qualidade do ar e ao conforto térmico.
A empresa necessitava de um sistema de ventilação diluidora que combinasse exaustão e insuflação verticais, cobrindo toda a área de solda sem depender de aberturas laterais e sem sobrecarregar a estrutura do telhado.