Entre fabricante e fornecedor de filtro de manga em São Paulo, a diferença é quem calcula. A Brasfaiber projeta e fabrica o filtro em Itaquaquecetuba, no próprio estado, a partir do pó, da vazão e do limite de emissão de cada planta — e fornece mangas de reposição, inclusive para filtros de outros fabricantes.
O parâmetro que mais pesa: relação ar/tecido
A velocidade de filtragem, também chamada de relação ar/tecido, mede quanto ar atravessa cada metro quadrado de manga por minuto. Ela precisa ser adequada ao tipo de poeira e é o parâmetro mais crítico do projeto, porque define a área filtrante e, a partir dela, o número e a medida das mangas. Junto entram a concentração de pó na entrada (mg/m³), a granulometria, a temperatura, a umidade e os agentes químicos presentes.
Pó combustível: um despoeiramento no estado de São Paulo
Em Cabreúva, uma fábrica de tintas tinha pó de pigmento em suspensão no manuseio, na dosagem e no envase. O sistema de despoeiramento capta o pó na fonte por braço extrator e leva o ar a um filtro FM/169-1313-30: 169 mangas, 22.000 m³/h e 550 mmCA de pressão estática. Como o pigmento é combustível, o filtro recebeu aterramento e porta de alívio de explosão, e o exaustor, motor à prova de explosão.
Filtro de manga dentro do coletor de pó
Coletor de pó é o nome do conjunto; o filtro de manga é uma das tecnologias dele. Para pontos menores e isolados, a alternativa é o filtro cartucho: também em Cabreúva, o coletor do setor de pesagem usa cartucho com 2.400 m³/h a 300 mmCA. Em qualquer caso, quem gera a sucção é um exaustor centrífugo, dimensionado para a perda de carga do filtro limpo e saturado.
CETESB e a licença de operação
A CETESB licencia a planta, não o filtro. O teto federal de particulado está na CONAMA 382/2006 e na CONAMA 436/2011, conforme a data de instalação da fonte, e o órgão paulista pode ser mais exigente. O número que vale é o da licença de operação; amostragem e licenciamento são do operador.